Como superar a insegurança? Dez dicas para implementar na sua vida

Jael Klein Coaracy

Jael Klein Coaracy

Ninguém é totalmente seguro, até porque uma certa dose de insegurança é saudável. Diante de determinadas situações, a insegurança pode sinalizar a necessidade de avaliar melhor uma situação. O problema é quando a insegurança se transforma em um estado habitual e passa a dominar você.

Como superar a insegurança? Dez dicas para implementar na sua vida

A insegurança vem do medo de não ser adequado ou de não corresponder às expectativas que a pessoa tem de si mesma. Em geral, inseguros acreditam que falhas são um atestado de fracasso e que só serão amados se forem perfeitos. Como a perfeição não existe, e todos nós nos enganamos e falhamos, ocasionalmente,  quem se exige demais perpetua um estado de desconforto e baixa autoestima.

Não busque aprovação

Ninguém consegue agradar a todo mundo,  a rejeição faz parte da vida, ganhar e perder é inevitável. Pessoas auto-confiantes sabem que terão que lidar com desapontamento, frustrações, circunstâncias indesejáveis. Mas ao invés de ficarem desanimadas, ou inseguras, confiam na própria capacidade de superar o que quer que lhes aconteça. 

Os inseguros vivem com medo de não serem aceitos, de não agradarem e por isso, costumam interpretar o que os outros fazem como algo dirigido a eles. Costumam achar que são culpados por todas as coisas que lhes acontecem de ruim, pois não se consideram bons o bastante. Por duvidarem das suas escolhas e comportamentos, têm dificuldades para tomar decisões, expressar seus verdadeiros pontos de vista e sentimentos, temendo desagradar, estarem errados ou “estragar” um relacionamento.

Não é nada pessoal

A insegurança leva você a tomar pessoalmente o que as outras pessoas fazem, sem se dar conta de que o que o outro faz  diz respeito ao outro e não a você. 

Sentir-se pessoalmente afetada por atitudes de outras pessoas leva às dificuldades nos relacionamentos, pois você passa a reagir  emocionalmente a comportamentos que não têm nada a ver com você.

Um exemplo típico, é o da pessoa que encontra alguém com a expressão fechada, com cara de aborrecido, ou mau-humor, e acha que aquilo é pessoal, dirigido à sua pessoa. Isso acontece porque a insegurança a leva a acreditar que é responsável pelo modo como os outros agem.

Lembre-se: as pessoas fazem o que fazem por razões que são delas. Pessoas autoconfiantes sabem disso e não se preocupam se encontram alguém que está passando por um dia ruim.

O poder está dentro de cada um

Ninguém precisa ficar prisioneiro da insegurança ou de outros sentimentos que causam sofrimento.

Quando a pessoa se dispõe a arregaçar as mangas e fazer o trabalho necessário para mudar o que acredita sobre si mesmo, sobre as outras pessoas e sobre o mundo, descobre que o poder está em seu interior.

É importante rastrear a insegurança para descobrir as experiências que originaram a crença no seu pouco valor. Em geral, crianças que não receberam amor e aprovação dos pais ou de adultos importantes para ela, crescem acreditando que são menos do que os outros. Quando a pessoa aprofunda seu sentimento de menos valia, pode  mudar a crença distorcida de que não merece ser amado, ou de que é inadequada

O importante é começar 

Nada na natureza dá saltos, a autoconfiança é uma estrada a ser percorrida. A velocidade com que cada um faz isso, depende do esforço e da dedicação ao trabalho necessário.

Quanto mais a pessoa observa seus pensamentos e emoções, mais claramente percebe o quanto eles influenciam seu comportamento.

Para tornar-se segura e auto-confiante, é necessário questionar pensamentos antigos que teimam em aparecer. Em vez de se deixar levar por eles, procure substituí-lo por outro que a faça sentir-se bem consigo mesma.

Dica: o que conta não é o que acontece, mas, principalmente, o modo como você interpreta aquilo que acontece.

A insegurança contamina momentos de alegria, uma vez que não permite que você simplesmente relaxe e aproveite a vida. 

 Insegurança  paralisa a ação

 O inseguro é, acima de tudo, um ser cheio de dúvidas, que pode acabar paralisado pelos próprios temores.

A insegurança impede que a pessoa desenvolva a capacidade de tomar decisões na vida.

Seja nas pequenas escolhas, como, por exemplo, decidir o que vai fazer no final de semana, que marca de TV comprar, aceitar ou não um convite, até atitudes que implicam em mudanças significativas, como casar, mudar de casa ou de emprego, divorciar-se, etc, o inseguro pode ficar paralisado, assistindo a vida passar e perdendo oportunidades.

 Insegurança na vida amorosa

 Nos relacionamentos, a insegurança é um mal secreto, que contamina o comportamento do indivíduo. Os inseguros costumam andar de mãos dadas com emoções travadas.

Sentem dificuldade em soltar o afeto e podem acabar perdendo a pessoa que gostariam de ter ao seu lado. É como se as emoções representassem ameaças; temem perder o controle sobre si mesmos se embarcarem em sentimentos.

 Pessoas razoavelmente saudáveis emocionalmente não esperam que o parceiro seja perfeito, nem valorizam pequenas falhas, já que isso não é o que importa na vida a dois.

 A insegurança pode impedi-la de  expressar amor livremente devido ao seu medo de ser inadequada ou de não ser boa o bastante.

 Isso, sim, pode acabar com um relacionamento, uma vez que dar receber amor de modo explícito, sem barreiras, é fundamental na vida a dois.

Três passos para superar a insegurança:

 @ –  Autoconhecimento

 Para superar a insegurança, o primeiro passo é o autoconhecimento. Se você não perceber seus padrões emocionais e como esses influenciam sua percepção sobre si mesmo, sobre o mundo e sobre as outras pessoas, não poderá superar a insegurança.

Precisamos nos conhecer para transformar o que não está funcionando em nossas vidas.

 @ –  Abandone o papel da vítima

 Não importa o que aconteceu em sua vida antes, saia do papel da vítima.  A insegurança é reforçada pelo senso de não ter controle sobre a própria vida. O poder pessoal só é conquistado quando você deixa de ser vítima para se tornar agente e criador da sua vida.

O que passou não pode ser mudado. Mas o presente e o futuro dependem da sua atitude hoje.

 @ –  Procure ajuda

Quando algo não vai bem com a saúde física, há um consenso de que o médico deve ser consultado. Se constatada a necessidade de se fazer um tratamento para regularizar a pressão, cuidar de uma arritmia cardíaca,  debelar uma infecção, assim por diante, dificilmente alguém deixará de fazer o tratamento recomendado.

Com as emoções, deveria acontecer a mesma coisa. Se algo não vai bem no modo como está vivendo,  se você não se sente confortável com seu modo de ser, e se existe sofrimento emocional, busque ajuda especializada.

Os psicólogos e psiquiatras estudam para ajudar pessoas a cuidarem da saúde emocional. Ninguém precisa viver infeliz, ou se debater com dificuldades internas.

Leia, frequente workshops, informe-se. Sobretudo, saiba quando o que tem a fazer é buscar ajuda para cuidar das suas emoções com quem poderá ajuda-lo.

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